A construção da maior ponte de Mato Grosso sobre o Rio Juruena, na MT-208, representa um marco histórico para o desenvolvimento da região Noroeste do Estado. Com 68% das obras concluídas e previsão de entrega até o final de 2026, a estrutura de 1,36 quilômetro ligará os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, substituindo a atual travessia por balsa e fortalecendo a logística regional.
O presidente da Câmara Municipal de Cotriguaçu, vereador Fich Vaz, destacou a relevância da obra para o futuro do município e de toda a região.
Segundo o parlamentar, a ponte vai promover uma verdadeira transformação econômica e social, ampliando a integração entre o Noroeste e o Norte de Mato Grosso, facilitando o transporte de pessoas, mercadorias e a produção agrícola.
“Essa é uma obra que representa progresso, desenvolvimento e novas oportunidades para nossa população. A ponte vai aproximar municípios, reduzir custos logísticos e fortalecer a integração de Cotriguaçu com importantes corredores de escoamento da produção do Estado”, ressaltou Fich Vaz.
A obra recebe investimento de R$ 293,9 milhões do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Além da construção da ponte sobre o Rio Juruena, o projeto contempla a pavimentação de 59 quilômetros da MT-208 e a construção de outras três pontes na região.
Atualmente, a travessia entre os municípios é realizada por balsa, em um percurso que leva cerca de uma hora. Com a conclusão da nova estrutura, o deslocamento será mais rápido, seguro e eficiente, beneficiando moradores, produtores rurais, empresários e transportadores.
Fich Vaz também destacou as dificuldades enfrentadas diariamente por quem depende da travessia por balsa. Segundo ele, a demanda crescente tem provocado longas filas e atrasos, impactando diretamente a rotina da população e o transporte de cargas na região.
“Hoje, na situação em que se encontra, as pessoas que precisam passar pela balsa estão tendo que aguardar até duas horas na fila para conseguir atravessar. Aconteceu comigo. Saí de Cotriguaçu para pegar a balsa da uma da tarde, cheguei faltando dez minutos e ela já estava lotada. Esperei duas horas para conseguir embarcar na próxima travessia e ainda leva mais uma hora para chegar ao outro lado. São cerca de três horas para fazer a travessia. Vindo de Alto Floresta para Cotriguaçu, a situação foi a mesma. Chegamos dez para as quatro da tarde e a balsa estava lotada. Tivemos que esperar até as seis horas para a última viagem, que também veio cheia. É um transtorno e um atraso para toda a nossa região”, relatou o vereador.
Outro ponto destacado pelo vereador é a importância estratégica da ponte para a integração regional. A nova ligação reduzirá em mais de 400 quilômetros a distância entre municípios da região e os portos do Norte do país, fortalecendo a competitividade econômica e atraindo novos investimentos.
Para Fich Vaz, a obra consolida um novo momento para Cotriguaçu e toda a região Noroeste.
“Estamos acompanhando uma das maiores obras de infraestrutura da história de Mato Grosso. Esse investimento vai impulsionar o crescimento econômico, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da nossa população. É um avanço que ficará para as próximas gerações”, concluiu o presidente da Câmara.
Nilson Cesar/Cotri MT



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